terça-feira, 27 de maio de 2014

Namorada de transição


ATUALIZAÇÃO:
27 de Setembro, 4 meses depois, António José Seguro percebeu o que estava aqui escrito.

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(Artigo original escrito a 27 de Maio de 2014)


2014


Vivemos hoje aquele momento em que o José Seguro percebe que era apenas a namorada de transição, a relação não duradoura que às vezes ocorre depois de um divórcio e antes do início de uma relação mais séria e estável; É a velha história "Rapaz separa-se de Rapariga Nº1, Rapaz namora com Rapariga Nº2 que é maluca da cabeça, Rapaz termina com maluca e começa a namorar com a Rapariga Nº3. E vivem felizes para sempre."

2004

Lembram-se de Ferro Rodrigues, secretário do PS entre o António Guterres (que se foi embora) e o José Sócrates? Reparem: quando o Durão Barroso se foi embora (também) o Sampaio olhou para o PS e disse "OK, quem está lá é a namorada de transição (o Ferro Rodrigues)".
Diz então ao Durão Barroso "fica descansado, vai lá tratar da tua vidinha que eu não dissolvo o parlamento (...já)". Pega depois no telefone e liga para o Largo do Rato: "OK malta, ponham lá a casa em ordem."

Congresso extraordinário, Ferro Rodrigues descobre que nunca viria a ser primeiro-ministro e José "O Desejado" Sócrates, sobe a secretário geral do PS.

De seguida o Presidente Sampaio faz a única coisa que um presidente em Portugal faz (de relevante): dissolve a assembleia. Vamos então para eleições com o PSD desorganizado e o PS prontinho para a coisa. O resultado só podia ser um: Sócrates primeiro ministro.

Estamos hoje a assistir à mesma coisa com o José Seguro / António Costa: O José Seguro era apenas a namorada de transição.

Vamos agora repetir este fraco teatro. Mudem os nomes.